Seguro não é gasto: é o que permite continuar.

João e Tânia construíram a vida com muito trabalho em uma pequena cidade do interior de Goiás. Durante anos, o sustento da família veio da venda do leite tirado do pequeno rebanho que mantinham na propriedade. A rotina era simples, mas constante, e com o tempo João percebeu que precisava dar um passo além para melhorar a renda da família.

Foi então que decidiu ampliar a produção e passou a fabricar queijos e outros derivados do leite. A aceitação foi boa, os pedidos começaram a aumentar e logo surgiu um novo desafio: produzir era apenas parte do processo. Para crescer de verdade, era preciso entregar os produtos com qualidade e segurança, tanto na própria cidade quanto nas cidades vizinhas.

Após pesquisar alternativas, João ouviu falar sobre consórcio como forma de adquirir um pequeno caminhão frigorífico. Acabou fechando duas cotas e foi orientado de que, para tentar a contemplação mais rápida, poderia ofertar um lance. Depois de muitas contas feitas em casa, ele e a esposa tomaram uma decisão difícil: venderam uma caminhonete antiga que ainda utilizavam na chácara. Com o valor obtido, João conseguiu contemplar a carta de consórcio e adquiriu um caminhão Hyundai HR, equipado com baú refrigerado, ideal para conservar os produtos durante as entregas.

No momento da compra, o corretor chamou a atenção para algo importante: aquele caminhão não era apenas um bem, mas parte essencial da renda da família. Orientado sobre a importância da proteção patrimonial, João contratou o seguro do veículo.

Com o negócio em crescimento, vieram novas responsabilidades. João contratou um motorista e um auxiliar para realizar as entregas, enquanto ele e Tânia passaram a se dedicar integralmente à produção dos alimentos. Por já estar em idade mais avançada e preocupado com a própria saúde, João decidiu também contratar um plano de saúde para ele, para a esposa e para os dois funcionários. Na mesma conversa, o corretor apresentou a possibilidade de um seguro de vida, considerando que saúde e imprevistos eram uma preocupação real. João optou por um seguro de vida simplificado e seguiu com o plano de saúde.

Tudo caminhava bem até que, em um fim de tarde, retornando de uma cidade vizinha após um dia de entregas, aconteceu o inesperado. O motorista enfrentou um ponto cego causado pelo pôr do sol e não percebeu que um caminhão de grande porte seguia em baixa velocidade em uma subida íngreme, a poucos quilômetros da cidade. A colisão foi na traseira.

Por se tratar de dois veículos pesados, o acidente foi grave. O caminhão que seguia à frente sofreu poucos danos, mas o Hyundai HR, por ser menor, teve prejuízos significativos e foi avaliado como perda total. O acidente tirou a vida do motorista e deixou o auxiliar ferido, que precisou ser encaminhado ao hospital, passou por cirurgia e permaneceu afastado por cerca de sessenta dias até a recuperação completa.

Diante de tudo isso, João se viu em completo desespero. Além da dor pela perda de um funcionário, havia a preocupação com o afastamento do outro, a perda do caminhão que ainda estava sendo pago e o risco real de não conseguir manter o negócio funcionando sem um veículo para as entregas.

No próprio momento do acidente, João entrou em contato com o corretor, que o orientou e acompanhou todo o processo. O seguro do caminhão quitou a dívida do consórcio e ainda repassou a João o valor restante da indenização. Não era suficiente para comprar um veículo novo, mas permitiu a aquisição de um caminhão mais antigo, garantindo a continuidade das entregas e das operações.

O plano de saúde cobriu toda a internação, a cirurgia e as despesas médicas do auxiliar ferido. Já o seguro de vida trouxe uma indenização relacionada ao período de afastamento e também, amparou a família do motorista que perdeu a vida, cobrindo os custos do funeral e oferecendo um suporte financeiro em um momento extremamente delicado.

Nada disso devolveu a vida perdida. Nenhuma indenização substitui uma pessoa. Mas trouxe amparo, dignidade e um mínimo de estabilidade para que as famílias envolvidas pudessem atravessar aquele momento difícil.

Depois do acidente, João precisou reorganizar as finanças, ajustar despesas e fazer um planejamento cuidadoso para manter o consórcio, o plano de saúde e o seguro de vida dele, da esposa e dos funcionários. Ainda assim, naquele cenário catastrófico, o prejuízo financeiro foi muito menor do que poderia ter sido.

João não conseguiu proteger o bem mais importante, que era a vida de seu funcionário, mas conseguiu preservar o sustento da própria família e manter o negócio funcionando. Para a família do motorista, o seguro não apagou a dor da perda, mas trouxe um suporte financeiro essencial para honrar compromissos enquanto buscavam se reestruturar.

Essa história é baseada em fatos reais e aconteceu há alguns anos. Ela mostra, de forma simples e dura, que o seguro não elimina tragédias, mas pode evitar que elas destruam tudo ao redor. Em momentos como esse, o seguro deixa de ser visto como despesa e passa a ser entendido como planejamento financeiro e proteção para a continuidade de um negócio.

E você, já passou ou conhece alguma história em que o seguro foi fundamental?
Se quiser, deixe seu relato nos comentários.
Se preferir, pode me enviar por e-mail. Vou ter o maior prazer em compartilhar e transformar essas experiências em aprendizado aqui no Saber Seguro.


Junio Ferreira Tosta
Corretor de Seguros – Todos os Ramos
SUSEP nº 201010926

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